"Magda Paiva trabalha na construção de uma massa gráfica, com sobreposições de linhas e grafismos que possuem uma forte dramaticidade. Ela investiga o movimento das ondas do mar, tensões em uma escala de trabalhos muito grandes, que nos arrebatam e envolvem. A instabilidade, aqui também, é um assunto, uma temática. O movimento da água e as tensões contraditórias de forças nos desenhos e pinturas da artistia são metáforas de nossas emoções."
— Sergio Fingermann
Curador e Artista Visual
" (...) É difícil não pensar nessa experiência diante das pinturas que Magda Paiva apresenta em Existências mínimas. Não estamos diante de representações do mar, embora suas linhas carreguem algo desse movimento contínuo, de uma forma que retorna sem jamais se repetir. São centenas de gestos muito próximos uns dos outros, por vezes quase paralelos, que avançam, recuam, curvam-se, acumulam-se até constituírem grandes massas negras e depois voltam a se dispersar. Em alguns momentos parecem ondas ou correntes, em outros remetem a pelos, cílios, nervuras, raízes ou fissuras. Nossa percepção oscila entre escalas muito diferentes e aquilo que parecia ser uma paisagem vista de longe pode repentinamente aproximar-se de um fragmento de corpo ampliado muitas vezes. Não conseguimos determinar com precisão o que estamos vendo. (...)"
Trecho do texto curatorial da exposição "Existências Mínimas". Leia na íntegra.
— Cristiana Tejo
Curadora